segunda-feira, 31 de outubro de 2016

SEGURO VIAGEM


SUCESSÃO EMPRESARIAL




    O Seguro de Sucessão Empresarial é um seguro de vida que visa minimizar riscos financeiros e/ou patrimoniais causados pelo falecimento de qualquer um dos sócios da Empresa.

    Como beneficiária do seguro, a empresa contratante poderá utilizar este capital para pagar aos herdeiros legais o valor correspondente às cotas do sócio falecido. Assim, os herdeiros podem ter seus direitos mantidos e os demais sócios podem continuar suas atividades sem que os herdeiros assumam parte do controle acionário da empresa.


    BENEFÍCIOS E COBERTURAS
     
    - Cobertura para os sócios em caso de morte.
    - Possibilidade de contratação do capital segurado de até R$ 6.000.000,00 por sócio.
    - Oportunidade de negociar a contratação do produto para que proponentes que exercem profissões de maior risco pratiquem esportes radicais, ou ainda, sejam portadores de algumas doenças consideradas agravantes, respeitando as condições e as restrições de acordo com o risco. O capital segurado máximo para estes casos é de R$ 250.000,00.
    - Para a empresa, este seguro minimiza riscos financeiros e/ou patrimoniais, além de permitir a continuidade da atuação da empresa com as características administrativas habituais, sem a intervenção de pessoas despreparadas à rotina da empresa.
    - Para os demais sócios, disponibiliza os recursos necessários para adquirir a parte do sócio ausente.
    - Para os herdeiros, oferece o amparo necessário no caso da perda do seu provedor e a tranquilidade de não se preocupar com a administração de um negócio

    PERGUNTAS FREQUENTES

    O que é?
    O seguro de Sucessão Empresarial é um seguro de vida que visa minimizar riscos financeiros e/ou patrimoniais causados pelo falecimento de qualquer um dos sócios da Empresa.

    Porque contratar?
    Como beneficiária do seguro, a empresa contratante poderá utilizar este capital para pagar aos herdeiros legais o valor correspondente às cotas do sócio falecido. Assim, os herdeiros podem ter seus direitos mantidos e os demais sócios podem continuar suas atividades sem que os herdeiros assumam parte do controle acionário da empresa.

    Qual a idade permitida para contratação?
    A idade de ingresso do proponente de 18 (dezoito) até 65 (sessenta e cinco) anos de idade, completos na data de início de vigência do seguro.

    Quando começa a cobertura?
    a partir das 24 (vinte e quatro) horas do dia seguinte ao da data do Protocolo da Proposta de Adesão pela MetLife, desde que a mesma tenha sido aceita.

    Como acionar o seguro?
    O segurado ou o beneficiário deverá providenciar os documentos necessários para o andamento do processo de indenização e envia-lo para seu corretor que dará andamento ao processo.

    O valor do seguro e das parcelas será sempre o mesmo ou será atualizado?
    O Capital Segurado, bem como o Prêmio deste Seguro, serão atualizados anualmente, no aniversário da apólice pela aplicação do percentual de variação positiva do IPCA/IBGE (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).Os prêmios do seguro também serão atualizados, anualmente, conforme a idade do Segurado, na data do aniversário do Certificado Individual.

    O valor da indenização é considerado no inventário?
    Seguro de Vida e suas variações não é herança, portanto, não entra no inventário, conforme prevê o Código Civil Art. 794. "No seguro de vida ou de acidentes pessoais para o caso de morte, o capital estipulado não está sujeito às dívidas do segurado, nem se considera herança para todos os efeitos de direito.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

AUMENTA ROUBO DE MOTO

Cidades da Grande São Paulo registram o maior número de ocorrências.


Nos últimos 12 meses, o índice de roubo e furto de motos acima de 250 cilindradas cresceu 11,65%, segundo as empresas de localização e rastreamento. O comparativo do 3º com o 2º trimestre mostra a mesma tendência, com alta de 7,77% nos meses de julho, agosto e setembro, contra abril, maio e junho.A região metropolitana de São Paulo concentra o maior número de ocorrências. Entre as estradas e avenidas mais perigosas estão a Rodovia dos Imigrantes (altura de São Bernardo do Campo), a Av. Prefeito Hirant Sanazar (Osasco), Av. Rotary (São Bernardo do Campo) e Av. Prestes Maia (São Caetano do Sul).

Os meses mais quentes também são os mais perigosos. Dados da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) – referência na área de Gestão de Negócios – o número de motocicletas acima de 250 cilindradas roubadas ou furtadas na capital paulista deu um salto de 89% entre o inverno e o verão do ano passado.

“O índice indica um comportamento sazonal, influenciado pelas estações do ano, onde nos períodos mais quentes as motos são mais utilizadas e ficam mais expostas. Sendo assim, o roubo de motos cresce nos períodos mais quentes (outubro, novembro e dezembro) e diminui nos meses mais frios (maio junho e julho).

Outro fator que tem aumentado a visibilidade maior da categoria motos é a migração considerável de condutores de automóveis para motocicletas, devido ao custo mais acessível e a manutenção mais barata dos veículos de duas rodas.


terça-feira, 25 de outubro de 2016

CARRO NOVO NÃO PRECISA SEGURO NOVO !

Segurado que trocou de carro não precisa de novo seguro !

A substituição do veículo por um modelo mais novo é sempre um momento de muita alegria para qualquer motorista. Porém, apesar de simples, os procedimentos que precisam ser realizados para incluir o novo bem no seguro podem gerar dúvidas em muitos consumidores.

o processo é mais simples do que as pessoas imaginam. Quando o cliente já possui um seguro, basta contatar o seu corretor de seguros e solicitar a alteração. Essa alteração poderá gerar um valor a pagar ou até mesmo uma restituição, dependendo do valor e tipo de veículo.

O mesmo ocorre quando o segurado precisa incluir coberturas adicionais ou cancelar o contrato. A única diferença é que, no caso da rescisão do seguro, o consumidor precisará elaborar uma carta de próprio punho solicitando o cancelamento. O documento será entregue ao corretor, que a repassará à companhia, gerando assim um endosso de apólice.

Acessórios como kit de gás e blindagem, geralmente, não estão inclusos nas apólices de seguro. Por isso, é importante que o consumidor solicite a cobertura adicional para esses itens no momento da atualização ou renovação de sua apólice.

Evitando Gastos

Período do contrato: é importante avaliar por quanto tempo o consumidor pretende permanecer com o veículo. Se a ideia for vender o carro após alguns meses de uso, o indicado é optar por uma apólice com validade semestral. Porém, se o objetivo for ficar com o automóvel por mais tempo, o recomendável é escolher um contrato plurianual. Isso poderá garantir desconto, que em alguns casos, de até 30%, se comparado ao anual.

Coberturas adicionais: a contratação avulsa de alguns serviços, como o de guincho, por exemplo, pode ter um custo muito elevado. Por isso, o consumidor precisa analisar com cuidado quais assistências adicionais são indispensáveis. Se o cliente habitualmente viaja com o veículo, uma opção de cobertura de guincho mais abrangente é o ideal.

Serviços gratuitos: a maioria das seguradoras disponibiliza pacote de assistências. São serviços de chaveiro, encanador e eletricista já inclusos no contrato. Eles que podem ser acionados sem custos extras, caso o segurado tenha uma emergência em sua residência, por exemplo.

Descontos: outro benefício disponibilizado pelas companhias é o Clube de Vantagens. Por exemplo, oferece aos segurados descontos em redes de estacionamentos, centros automotivos, locadoras de veículos e lojas online onde o cliente obtém promoções e descontos em produtos e serviços.




terça-feira, 18 de outubro de 2016

OS VEÍCULOS MAIS ROUBADOS

Os Carros mais Visados

São Paulo - Dentre os 50 carros mais vendidos do Brasil, o Fiat Palio Weekend foi o mais visado por ladrões no primeiro semestre de 2015, de acordo com a versão mais atualizada do Índice de Veículos Roubados (IV-R), divulgado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Neste período, foram roubados ou furtados 922 veículos do tipo Fiat Palio Weekend, de um total de 56.227,34 carros desse modelo que têm seguro no país, o equivalente a um índice de 1,64%.

O número total de veículos segurados não é absoluto porque a contagem é feita proporcionalmente em função dos contratos de seguro e suas datas de vencimento, que são mensais. Se o contrato de um seguro vence em um mês durante o período analisado, ele não poderá ser computado de forma integral no ranking.

O índice é obtido a partir da divisão do número de sinistros (que é a soma entre os casos de roubos e furtos) pelo número de veículos segurados de cada modelo. Os dados são coletados a partir de apólices ativas e dados informados pelas seguradoras à Susep —órgão que regula o setor.

Veículos com índices de roubo elevado geralmente têm seguros mais caros. Apesar de outros fatores também contribuírem para o preço da proteção, como perfil do motorista e custo de conserto, o índice de roubo e furto do veículo é responsável por cerca de 50% do custo do seguro, dizem especialistas.

A amostra considerou índices de roubo e furto de cada modelo em todo o país para carros de passeio nacionais e importados. Esses números variam conforme cada estado e até entre os bairros de uma mesma cidade. Além disso, foram consideradas todas as faixas etárias e sexos do condutor, que também influenciam na formação do preço do seguro.

Para consultar o índice de um determinado modelo em cada estado, para cada faixa etária e sexo do condutor, basta fazer a pesquisa com estes critérios no site da Susep.

YOUSE - CUIDADO

Youse Seguros Promete Muito.

A Youse vem enganando o consumidor antes mesmo de ter autorização da Susep para operar. Imagine o que fará depois, se obtiver essa autorização? O questionamento foi feito pelo presidente da Fenacor, Armando Vergilio, em entrevista ao programa Bate Bola, comandado pelo diretor do CQCS, Gustavo Doria Filho.

Armando Vergilio espera que a Susep puna de forma exemplar a companhia, por cometer ilicitudes que podem trazer sérios prejuízos para o consumidor. Ele revelou que a Fenacor já fez três denúncias contra essa empresa. “Não podemos aceitar que essa companhia continue desrespeitando a legislação. A Youse tem apenas uma autorização preliminar para resolver atos societários, não para operar. Eles atropelaram processo e fazem propaganda enganosa, enganando o consumidor”, criticou.

O presidente da Fenacor questionou ainda a postura da Caixa, que é controladora da Youse. Vergilio lembrou que a Caixa tem um “histórico negativo” no mercado de seguros, o que a obrigou, inclusive, a celebrar, com a Susep, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), por venda irregular de apólices. “Então, é preciso ver se esse TAC está sendo descumprido”, alertou.

Na entrevista, Vergilio falou ainda que importância de a Susep ser comandada por um profissional com amplo conhecimento do mercado. Segundo ele, esse conhecimento será vital para que haja mais sensibilidade na autarquia para a busca de soluções que favoreçam os consumidores, o Estado e o mercado. “O setor, agora, pode voltar para o trilho, ajudando o Brasil na retomada do crescimento econômico”, frisou.

Ele destacou ainda o papel que o Ibracor tem a cumprir como órgão auxiliar da Susep na supervisão do mercado. “Só existem dois tipos de pessoas que são contrárias à existência dessa autorreguladora: quem não a conhece ou o corretor mal intencionado”, observou o presidente da Fenacor, para quem a adesão ao Ibracor não pode ser opcional, pois, dessa forma, apenas os profissionais sérios irão se associar espontaneamente.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

SOBE ROUBO DE MOTOS

Alerta: roubos de motos de grande porte crescem consideravelmente na primavera e verão

FAÇA UMA COTAÇÃO ON-LINE


Boletim “Economia do Crime” Tracker-Fecap aponta para alta de 89% no número de ocorrências entre junho e dezembro de 2015

O número de motocicletas acima de 250 cilindradas roubadas ou furtadas na capital paulista deu um salto de 89% entre o inverno e o verão do ano passado. Os dados são do Boletim Econômico Tracker-Fecap, elaborado pelo Grupo Tracker – maior empresa de rastreamento e localização de veículos do Brasil com cerca de 350 mil clientes – e a Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) – referência na área de Gestão de Negócios.

“O índice Tracker-Fecap indica um comportamento sazonal, influenciado pelas estações do ano. O roubo de motos cresce nos períodos mais quentes (outubro, novembro e dezembro) e diminui nos meses mais frios (maio junho e julho)”, afirma Frederico Lanzoni, do setor de Inteligência Competitiva do Grupo Tracker.

No comparativo do índice acumulado mês a mês, retirando as flutuações decorrentes do efeito sazonal, verifica-se um crescimento de 3% no número de roubo e furto de motocicletas na capital paulista, entre junho de 2015 e junho de 2016. “Nos últimos meses, houve uma migração considerável de condutores de automóveis para motocicletas, devido ao custo mais acessível e a manutenção mais barata dos veículos de duas rodas. Este fator gera uma visibilidade maior da categoria motos”, analisa Lanzoni.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

PORTO x AIG SEGUROS

Porto Seguro adquire carteira de automóvel da AIG com 25.000 clientes

A Porto Seguro deu mais um importante passo para consolidar ainda mais a sua posição de a seguradora brasileira no segmento de auto. A empresa assinou acordo de transferência da carteira de seguros de automóveis da AIG, com mais de 25 mil clientes.

A transação, que ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores competentes (Cade e Susep), não trará impacto para os atuais clientes e corretores de seguros, garantem as empresas. Muito pelo contrário. Serão preservadas as apólices e coberturas já contratadas e haverá plena continuidade do atendimento.

Além disso, segundo o presidente da Porto Seguro, Fábio Luchetti, o acordo garante ainda aos clientes da AIG as mesmas condições de serviços, tratamento e atendimento que eles já possuíam antes, incluindo benefícios oferecidos aos clientes Porto Seguro Auto, como descontos em espetáculos culturais e serviços de conveniência.

Os segurados da AIG também passarão a contar com descontos em rede de estacionamentos, atendimento nos 270 Centros Automotivos Porto Seguro distribuídos em todo o Brasil, entre outras vantagens.

Até a conclusão do processo, as seguradoras atuarão de forma independente e com continuidade das operações da AIG para oferecer aos seus clientes da modalidade auto todos os serviços e assistências contratados.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

SEGURO ONLINE EXIGE ATENÇÃO


Seguro Online Exige uma Atenção Redobrada

Antes de contratar apólices de seguro pela Internet, aqui vai um alerta: a opção apresentada aos clientes como “rápida, fácil e moderna” pode trazer dores de cabeças. A opção totalmente online deve ser muito bem avaliada para não se tornar uma armadilha para o consumidor.

Muitas das seguradoras 100% online não possuem registro na Superintendência de Seguros Privados (Susep), o órgão regulador do mercado no Brasil. Suas propostas de trabalho são baseadas num conceito de empreendedorismo e de liberdade de escolha do cliente com anúncios pregando a venda direta de apólice. Segundo a Federação dos Corretores de Seguros (Fenacor), a propaganda pode iludir o consumidor ao dizer que o corretor de seguros não é necessário.

A Fenacor destaca que este tipo de empresa sem registro é ilegal, com posturas agressivas em relação ao consumidor, o mercado e aos corretores de seguros. “Trata-se de um desafio ao Código de Defesa do Consumidor, pelos riscos que acarreta para quem é enganado na compra de produtos.

O seguro não é apenas uma contratação ou a sensação de segurança e cobertura. É dar ao cliente a garantia de bons produtos, caso alguma eventualidade aconteça. Uma seguradora online e sem registro é uma ilusão perigosa. O corretor é alguém que conhece o mercado e os perfis de seguros mais indicados aos clientes, numa relação de confiança.

Quando falamos de seguro online, alguns ramos necessitam de mais atenção na escolha das coberturas a serem contratadas. Para a modalidade de automóvel, por exemplo, pode-se ter a sensação de estar contratando um produto completo, com cobertura total, e na hora da ocorrência de uma colisão com perda parcial ter a infeliz surpresa de que o produto escolhido somente oferece cobertura por perda total ou somente para danos a terceiros.

As modalidades online têm contratações que tendem a ser de produtos simplificados, que não apresentam várias opções de coberturas. Este é mais um motivo para o cliente ficar atento. Em caso de análises mais complexas, o melhor é um consultor para analisar as diversas variantes envolvidas.

UNIMED RIO SERÁ LIQUIDADA ?

ANS não descarta liquidação extrajudicial da Unimed-Rio
Negativa de aporte dos médicos agrava situação da cooperativa



RIO — A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) afirma que ainda não há nenhuma posição tomada que determine a liquidação extrajudicial da Unimed-Rio, apesar da negativa de aporte por parte dos cooperados agravar a situação da empresa. Segundo o colunista Ancelmo Gois, a agência reguladora vai notificar a cooperativa a apresentar "imediatamente uma outra forma de capitalização ou vai pedir a liquidação da Unimed-Rio."

Na assembleia realizada nesta terça-feira, dia 27, que se estendeu das 20h até a 1h desta quarta-feira, 2.340 cooperados discutiram a proposta feita pela atual direção de fazer um aporte de R$ 500 milhões partilhado pelos médicos da cooperativa, que não foi aprovada.

É difícil chegar a um consenso ao debater com milhares pessoas. Os cooperados não se recusam a investir, mas defendem que o aporte seja feito devagar. Além disso, pelas dificuldades devido aos erros cometidos pela diretoria anterior, todos têm medo de fazer o aporte e, ainda assim, não resolver o problema — conta um cooperado que prefere não se identificar.

Aproximadamente metade desse aporte seria relativo ao pagamento de despesas gerais imediatas, como com fornecedores e com a rede credenciada. O restante é relativo a uma dívida tributária, que já vem sendo dobrada dos cooperados, com desconto de 25% a 30% por mês da produção de cada um. Esses recursos serão usados para quitar débitos de Imposto Sobre Serviços (ISS). A operadora explicou que pagou os tributos em nome dos associados entre 2012 e 2015, e que foi aprovado anteriormente em assembleia o ressarcimento dos valores pelos cooperados até que o montante seja equalizado.

Em nota, a Unimed-Rio informa que, na assembleia dessa terça-feira, a maioria dos médicos presentes aprovou o desconto de 30% da produção médica como forma de ajudar no processo de recuperação da Unimed-Rio. Em paralelo, acrescenta o comunicado, a cooperativa está avaliando outras opções para viabilizar a entrada de novos recursos. No entanto, a lei das cooperativas não permite que o aporte seja feito por investidor externo.

Líder do movimento 3ª Via, de oposição, a médica Ana Clara Sande, informou que o desconto de 30% feito mensalmente na produção de cada cooperado já aportou, em três meses, R$ 37 milhões para a cooperativa e faz com que a contribuição dos sócios seja proporcional. A verdade é que a grande maioria dos cooperados não tem condições de aportar mais recursos.

Vamos aguardar a decisão da ANS em relação à proposta aprovada na assembleia de continuar com o desconto de 30%. Esperamos que a atual diretoria corrija o equívoco político de ter convocando uma assembleia com 3.500 cooperados e não discutir pontos que poderiam aportar para a Unimed-Rio de R$ 750 milhões a R$ 800 milhões com a venda de ativos, como as sedes da Barra, Centro, Benfica e o hospital. A atual diretoria só apresentou uma proposta de aporte que castiga ainda mais o cooperado.

Segundo a médica, está acontecendo o que foi alertado há muito tempo: nenhuma empresa consegue saber o tamanho de sua dívida sem aprovar as contas por dois anos seguidos, 2014 e 2015, no caso.

Na semana passada, o diretor Financeiro da empresa, William Galvão, informou que tinha fechado acordo com prestadores de serviços, como a Casa de Saúde São José, e a Federação do Estado do Rio das Unimeds para garantir o atendimento aos cerca de um milhão de usuários da cooperativa. Pelo acordo, os valores presentes serão pagos à vista e os anteriores em dez parcelas. Além disso, ele informou que havia sido feita uma redução no comissionamento das corretoras, como forma de ajuste.

Todo mundo entende a situação da companhia e o fato de que todos estamos entrelaçados. Estamos reformulando a administração, o que está tornando-a mais efeciente e menos dispendiosa. Ganhamos o contrato com a Aeronáutica o que representa a entrada de imediato de oito a dez mil vidas — destacou Galvão, em entrevista na última quinta-feira, dia 22, sobre a nova rota da companhia

Sob direção fiscal da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) desde o ano passado, a Unimed-Rio tem um passivo (ou seja, dívidas e outros compromissos) que totalizam R$ 1,9 bilhão, já o ativo é de R$ 1 bilhão.

Segundo Galvão, o aporte ajudaria a pagar parte da dívida e possibilitaria que a Unimed-Rio continue funcionando:

Se houver um processo de liquidação, a dívida vai ser cobrada por inteiro e teremos que parar de operar. Mas não tenho dúvida de que a empresa é viável. Tem uma carteira de quase um milhão de vidas e receita anual de R$ 5 bilhões.

Segundo fontes próximas à empresa, depois do anúncio do risco de uma liquidação extrajudicial, alguns dos 5.400 cooperados já teriam procurado à empresa e se manifestado favoravelmente ao aporte.

Em entrevista publicada no último domingo, o presidente da ANS, José Carlos Abrahão, destacou a importância da cooperativa para toda a saúde suplementar e informou que o plano de recuperação ainda passava por ajuste, ressaltando que quanto mais o tempo passa, maior será o aperto necessário para reequilibrar a empresa.

Os Ministérios Públicos estadual e federal, a Defensoria Pública do Estado do Rio, que junto com a ANS, acompanham o processo de recuperação da empresa, devem se reunir com a agência reguladora na semana que vem para debater a situação da Unimed-Rio sem o aporte dos R$ 500 milhões pelos médicos.