sexta-feira, 18 de agosto de 2017

FALSOS CORRETORES ?

CUIDADO COM OS FALSOS CORRETORES DE SEGUROS !


Eles normalmente apresentam valores muito menores e prometem diferenciais que o mercado desconhece.

Esses são os falsos corretores de seguros ! 

Estão espalhados pelo Brasil comprometendo a credibilidade daqueles profissionais, que com muito conhecimento técnico e honestidade, tentam sobreviver nesse mar de lama que virou este país.

A contratação de um seguro requer obrigatoriamente um corretor de confiança do segurado. Caso não tenha um, consulte o site da SUSEP. Lá você encontrará os profissionais que estão com a "vida em dia", junto aos órgãos competentes.

Lembre-se também de que banco não é lugar de contratar seguros, lá você sempre encontrará um "VENDEDOR DE SEGUROS" e não um técnico especializado.

Os danos causados aos sócios de corretoras de seguros que aceitaram estelionatário como produtor, podem incluir até mesmo a perda do credenciamento nas seguradoras. Foi o que ocorreu com Grace keli Teixeira Martins, sócia da Martins Consultoria e Corretora de Seguros, envolvida pelo falso corretor Hugo Leonardo Machado Cardoso, que aplicava golpes em consumidores. Segundo a corretora de seguros, o golpista conseguiu usar o seu login mesmo após ela ter alterado a senha. “Ele mudava meus dados. Depois de um tempo, eu consegui bloquear o acesso, mas, como outros corretores envolvidos por ele, eu perdi o credenciamento na seguradora”, lamenta Grace Keli.

Outro corretor envolvido no caso foi o diretor da LiveCorp Corretora, Valter Souza Dias. Ele lamenta o fato de ter sido essa praticamente a sua primeira experiência na carteira de veículos. “Meu foco nunca foi automóveis, sempre atuei com benefícios. Aí, fui abrir um pouco a minha carteira e me deparei com isso. Hoje, parei. Não trabalho mais com auto”, diz o corretor. Ele classifica Hugo Cardoso como um “larápio profissional”, que usa o código de cotação de corretoras para aplicar seus golpes. “Não sei como consegue, deve ter mais gente envolvida nisso”, suspeita.


Dias também teve o seu código de acesso bloqueado pela seguradora, embora a companhia já o tenha chamado para conversar após ele ter aberto queixa crime contra o falso corretor.





terça-feira, 8 de agosto de 2017

REAJUSTE PLANOS DE SAÚDE

O abuso dos planos de saúde ao aplicar reajustes para beneficiários a partir de 60 anos
A conduta das operadoras de planos de saúde e seguradoras ao aplicarem reajustes por faixa etária após os 60 anos é totalmente abusiva. A advogada Renata Só Severo, especialista em direito à saúde, destaca o Estatuto do Idoso e o entendimento do Judiciário como proteção a estes consumidores.
Por: Renata Só Severo

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Os idosos possuem proteção constitucional através do artigo 230 da Constituição Federal Brasileira, a qual estabelece como dever do Estado assegurar o bem-estar, a dignidade e o direito à vida a estas pessoas.

Sendo assim, em 2003 editou-se a Lei 10.741, mais conhecida como Estatuto do Idoso, Lei esta que veio assegurar a proteção constitucional às pessoas maiores de 60 (sessenta) anos.

Com o advento da referida lei, em seu artigo 15, §3°, vedou-se a discriminação dos idosos nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade.

Destaca-se que a proibição quanto ao reajuste por faixa etária acima dos sessenta anos não surgiu só com o advento do Estatuto do Idoso, estando também prevista no Artigo 15, parágrafo único da Lei n° 9.656/98, que estabelece a vedação da variação para consumidores com mais de sessenta anos e que estejam no plano de saúde por mais de dez anos.

Com isso, antes da elaboração do Estatuto do Idoso, a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, estipulava que os reajustes seriam autorizados em 7 (sete) faixas etárias, sendo elas:

de 0 (zero) a 17 (dezessete) anos de idade;

de 18 (dezoito) a 29 (vinte e nove) anos de idade;

de 30 (trinta) a 39 (trinta e nove) anos de idade;

de 40 (quarenta) a 49 (quarenta e nove) anos de idade;

de 50 (cinquenta) a 59 (cinquenta e nove) anos de idade;

de 60 (sessenta) a 69 (sessenta e nove) anos de idade

e de 70 (setenta) anos de idade ou mais.

No intuito de adaptar a Lei vigente ao Estatuto do Idoso, a ANS definiu 10 (dez) novas faixas etárias, através da Resolução Normativa n° 63/03, sendo a última aos 59 (cinquenta e nove) anos de idade.

Importante esclarecer que apesar do Estatuto do Idoso ter entrado em vigor no ano de 2004, já é pacificado nos Tribunais Brasileiros que, mesmo os contratos assinados anteriormente, possuem a incidência de tal legislação, vez que os contratos de seguro e de plano de saúde renovam-se automaticamente a cada ano, sofrendo assim a incidência de todas as legislações promulgadas posteriormente.

JUSTIÇA FAVORÁVEL: Justiça determina afastamento dos reajustes acima dos 60 anos

Ressalta-se, ainda, que recentemente o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo editou a Súmula 91¹ que pacificou o entendimento de que mesmo nos contratos firmados antes da sua vigência é descabido, nos termos do Artigo 15, §3° do Estatuto do Idoso, o reajuste em função de mudança de faixa etária.

Desta forma, a conduta das operadoras de planos de saúde e seguradoras ao aplicarem reajustes por faixa etária após os 60 (sessenta) anos é totalmente abusiva, vez que elevando a mensalidade de forma unilateral impede que os beneficiários idosos consigam efetuar os pagamentos, no momento em que mais precisam da assistência dos planos de saúde.

Portanto, segundo a legislação vigente a previsão de reajustes para pessoas acima dos sessenta anos é considerada abusiva e causa onerosidade excessiva aos consumidores considerados duplamente vulneráveis, sendo repelidas pelo Poder Judiciário.

¹ Súmula 91: “Ainda que a avença tenha sido firmada antes da sua vigência, é descabido, nos termos do disposto no art. 15, § 3º, do Estatuto do Idoso, o reajuste da mensalidade de plano de saúde por mudança de faixa etária.”

CARROS MAIS ROUBADOS

Fonte: CQCS | Ivan Netto

De acordo com o Índice de Veículos Roubados (IVR), da Superintendência de Seguros Privados (Susep), no último semestre, os dez carros mais roubados no Brasil foram: Hyundai HB20, Volkswagen Gol (1.0), Ford Fiesta, Ford Focus, Renault Sandero, Fiat Palio, Toyota Corolla, Fiat Uno (1.0), Volkwagen Voyage e Volkswagen Fox (1.0). A informação foi veiculada recentemente pelo portal ReclameAuto, em matéria publicada no dia 26 de julho deste ano.

Foi verificado o valor do seguro de cada um deles em cinco capitais brasileiras: Aracaju (SE), Brasília (DF), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Para a cotação, foi utilizado o perfil de um homem, de 35 anos, casado, com garagem em casa e no trabalho e que está contratando seguro pela primeira vez.

No caso do carro mais roubado no País, o Hyundai HB20, o valor do seguro chega a variar mais de R$ 1.300,00, custando R$ 3.239,13 em São Paulo e R$ 1.897,25 em Aracaju.

Confira abaixo os valores dos seguros dos carros mais roubados no Brasil no último semestre: