O Resultado Somalizado do Mercado no I Trimestre de 2006 atingiu
a cifra de R$ 2,1 bilhões, ficando idêntico ao registrado no mesmo período do
ano anterior.
No ano passado um grande conglomerado efetuou uma reestruturação
organizacional obtendo lucros extraordinários via Resultado de Coligadas e
Controladas. Excluindo esse item o Lucro Líquido sem Coligadas foi de R$ 1,0
bilhão contra R$ 736 milhões de 2005, demonstrando um crescimento nominal de 38%
ou real de 37% (descontando a inflação média – IGPM).
A taxa média de retorno do Patrimônio Líquido (sem Coligadas e
Controladas) foi equivalente a 27,7% ao ano contra 27,3% de 2005. Incluindo as
Coligadas e Controladas temos uma taxa média de retorno de 28,3% ao ano contra
36,8% de 2005. Aqui fica bem clara a influência do conglomerado citado em 2005.
O Mercado Geral (Seguros + Previdência + Capitalização + VGBL)
somou um volume de vendas de R$ 17,7 bilhões contra R$ 14,8 bilhões de 2004, um
crescimento nominal de 19,6% ou real de 18,1%. Sem a influência do VGBL o
Mercado apresentou um incremento nominal de 14%.
O Setor de Seguros contribuiu com R$ 11,2 bilhões (63%) contra R$
9,4 bilhões (64%) de 2004, um incremento nominal de 18,6%. O de Previdência
Privada com R$ 1,8 bilhão (10%) contra R$ 1,9 bilhão (13%) de 2005, um
decréscimo de 5%. O de Capitalização com R$ 1,7 bilhão (10%) contra R$ 1,5
bilhão (10%) de 2004, um aumento nominal de 9%. Por fim o VGBL que somou R$ 3,1
bilhões (17%) contra R$ 2,0 bilhões (13%) de 2004, um incremento nominal de
57%.
Dos principais pontos do Resultado do I Trimestre – 2006,
destaco:
SETOR DE SEGUROS:
O setor encerrou com uma margem de contribuição equivalente a
14,9% dos prêmios ganhos contra 13,2% de 2005, uma variação favorável de R$ 152
milhões. As reduções da sinistralidade retida (de 65,4% para 63,8% dos prêmios
ganhos) e das Outras Despesas Operacionais (de 3,8% para 2,0% dos prêmios
ganhos) justificam a melhoria. Vale ressaltar a elevação das despesas de
comercialização de 15,0% para 16,4% dos prêmios ganhos.
Essa performance está atrelada às modalidades de Automóveis e
Saúde, onde as margens foram mais favoráveis do que as registradas no ano
passado. Cabe ressalvar que a modalidade de Vida em Grupo sofreu uma perda de
margem em função do agravamento da sinistralidade retida. As demais modalidades,
excetuando-se DPVAT (impacto da IBNR), se mantiveram margens estáveis.
SETOR DE PREVIDÊNCIA PRIVADA:
O setor encerrou com uma margem de contribuição de R$ 67 milhões
contra uma perda de R$ 518 mil no ano passado. É o único setor que vem mantendo
níveis de vendas declinantes. Sua margem positiva, apesar de vendas declinantes,
reflete os carregamentos que pratica e que são revertidos para os resultados.
SETOR DE VGBL:
O setor encerrou com uma margem de contribuição equivalente a (-)
2,8% dos prêmios emitidos contra (-) 4,8% de 2005. É setor que apresentou o
maior crescimento de vendas. Sua margem de contribuição não considera os ganhos
financeiros oriundos de suas Provisões Técnicas, razão pela qual se apresenta
negativa.
MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO GLOBAL:
Com a melhoria das margens setoriais de seguros e previdência, o
conjunto obteve uma Margem de Contribuição Global equivalente a 12,7% dos
prêmios ganhos + rendas retidas contra 10,4% do ano passado.
RESULTADO OPERACIONAL:
O Resultado Operacional (considerando aqui o Resultado Financeiro
da Operação) foi equivalente a 9,5% dos prêmios ganhos + rendas retidas contra
6,4% do ano passado. A melhoria da Margem pode absorver parte do aumento dos
custos administrativos (de 12,0% para 13,3% dos prêmios ganhos + rendas
retidas), produzindo um Prejuízo Industrial bem inferior ao do ano passado
(-0,6% contra (-) 1,6% dos prêmios ganhos + rendas retidas).
Como as taxas de juros ainda se encontram elevadas o Resultado
Financeiro contribuiu com 10,1% dos prêmios ganhos + rendas retidas contra 8,0%
de 2005.
Vale destacar o aumento da carga tributária de 34,6% do Lucro
Líquido (sem Coligadas e Controladas) para 37,1% em 2006.
Como se pode observar os números são favoráveis, entretanto é
importante lembrar que sempre atrelados aos comportamentos das modalidades de
Automóveis, Saúde e Vida em Grupo. Qualquer alteração substancial de
sinistralidade fará com que esse desempenho decline.
MARGEM – SEGUROS - % PRÊMIOS GANHOS:

RESULTADO OPERACIONAL - % PRÊMIOS GANHOS + RENDAS RETIDAS:

Fonte: Luiz
Roberto Castiglione - Membro da ANSP e do
Instituto Roncarati de Seguros.
DIVULGAÇÃO FEITA NO:
SEGS.COM.BR - O PORTAL NACIONAL DOS CORRETORES DE SEGUROS