Fiança Locatícia - Informações sobre o
Setor
Para maiores
informações ligue 11 5072 2065
Ajustes necessários
As
garantias locatícias não se estendem somente às modalidades como fiador e
depósito caução. O seguro fiança aumenta sua participação no mercado, mas ainda
precisa resolver alguns entraves que barram seu crescimento no mercado.
O mercado de fiança
locatícia está dando sinais de retomada neste ano. Após as mudanças na Lei do
Inquilinato, as seguradoras estão tentando cavar espaço para emplacar produtos
voltados para garantir a segurança do aluguel. Na década de 90, algumas empresas
trouxeram ao mercado produtos voltados para esse segmento. No entanto, tiveram
dificuldade em abrir mercado, devido ao alto custo dos produtos. Anos se
passaram e agora a realidade parece se mostrar positiva para as seguradoras.
Diversas adequações foram feitas, novos produtos foram criados e hoje cerca de
9% dos imóveis (segundo dados do Secovi/SP) utilizam o seguro como forma de
garantia da locação.
A Lei
do Inquilinato também é uma outra vitória do setor. De acordo com o artigo 37,
são consideradas garantias legais: o fiador, a caução (depósitos) e o seguro
fiança. Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça também estabeleceu medidas
a favor do fiador. A partir de agora, o fiador que tenha apenas um imóvel de
família não poderá perdê-lo para salvar dívidas do locatário.
De
acordo com um levantamento de dados do Procon, não houve reclamações por parte
do consumidor em relação ao seguro fiança nos últimos três anos. “O que nós
percebemos é que o seguro fiança ainda não emplacou no mercado. Ainda existe uma
preferência para depósito caução e para o fiador. No entanto, o que aparece de
reclamação tem a ver com o depósito caução, ou a existência de um aluguel
pendente ou reparos que têm que ser feitos e que são de responsabilidade do
locatário”, pontuou Diógenes Donizete, técnico do Procon.
Ainda
existem alguns entraves enfrentados pelas seguradoras para expandir mais sua
atuação no mercado de locação de imóveis. O seguro fiança é considerado caro e
esbarra no problema da falta de conhecimento sobre a existência as regras do
produto. “De quatro a cinco anos para cá, o mercado de seguro fiança se
estabilizou. Hoje ainda não se tem uma grande procura, mas as seguradoras já
registram lucro com a comercialização do produto. Houve queda na inadimplência,
o que ajuda ainda mais na chegada de um momento mais positivo para este
segmento.
Com o
aumento das ofertas de imóveis novos, houve um achatamento na procura por
aluguéis. Pessoas que alugavam, hoje podem ter casa própria. Infelizmente,
atualmente a oferta é maior do que a procura.
A Cias
avaliam que o mercado de seguro fiança sofre alguns períodos de baixa ao longo
do ano. O início do ano normalmente representa uma época de boa safra para o
mercado de seguro fiança. Pessoas que vem estudar em São Paulo intensificam a
procura de imóveis para alugar. Já o período de abril a setembro, é um dos que
parece que ninguém muda de casa.
Pioneirismo
Detentora de 90% do mercado
de seguro fiança, de acordo com os dados da Susep, a Porto Seguro lançou seu
produto em 1992 e obteve boas margens de crescimento a partir do Plano Real. “O
que motivou o crescimento deste mercado foi o Plano Real, que propiciou um
crescimento anual de 30% das vendas do produto. No entanto, em 2005 estamos
colhendo nossos melhores resultados. Já registramos um crescimento acumulado de
mais de 50% até o momento”, disse Luiz Henrique, gerente de ramos elementares da
Porto Seguro.
“O
seguro fiança é considerado a melhor opção pelo mercado. Dentre seus benefícios
estão a possibilidade de adiantamento para o locador ao longo da ação de despejo
do locatário, assistência judicial ao locador, entre outros. Seus custos são
calculados seguindo critérios regionalizados”, explicou Henrique.
Indagado sobre o custo, Luiz apontou o oferecimento de cobertura completa como a
principal arma do produto. “Se o valor do aluguel for de 500 reais, por exemplo,
o locatário vai pagar o valor do seguro proporcional a um aluguel mais encargos
ao ano. Esse montante, pode chegar a mil reais, parcelados em quatro vezes”.
Segundo
Henrique,, a comercialização do produto é feita através de corretores, tendo a
imobiliária como interlocutora. “O seguro fiança é uma alternativa viável para
pessoas que não tem um fiador ou até mesmo ficam constrangidas em pedir que um
membro da família ou até mesmo um amigo exerça esse papel. A cobertura do seguro
é a garantia mais efetiva”.
“Ainda
esbarramos em diversas barreiras como a falta de conhecimento do produto por
parte do consumidor e sua falta de divulgação como opção para a garantia do
contrato de aluguel”,enfatizou Luiz. Para tentar ampliar a presença do seguro no
mercado, a Porto Seguro está investindo em parcerias de patrocínio no mercado
imobiliário e reforçando o trabalho de divulgação de seu produto através da sua
equipe de promotores.
Revista
Cobertura – Mercado de Seguros ( n° 48 )