Sul América x Golden Cross
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A Sul
América Seguros está prestes a se livrar da carteira de seguro saúde individual,
o patinho feito do setor, com a venda para a Golden Cross. O segmento há tempos
trazia prejuízo não só para ela, mas para todas as seguradoras que nele atuavam.
Hoje, das doze seguradoras que operam com a carteira, nenhuma vende seguro saúde
individual, apenas empresarial. Segundo fontes próximas da negociação, o acordo
está em fase adiantada e pode ser divulgado em breve.
Há
praticamente três anos a Sul América vem se reorganizando, livrando-se de
contratos, produtos e operações deficitárias, para que a companhia volte a ter
rentabilidade. As mudanças mostram sinais positivos, como o lucro líquido de R$
46,5 milhões no primeiro trimestre deste ano, suficiente para acalmar o ING, o
sócio holandês. O prejuízo foi de R$ 38,8 milhões em 2005 e de R$ 81,5 milhões
em 2004.
Previdência, vida, automóvel, residencial, saúde empresarial e riscos
empresariais, ramo em que fechou recentemente uma parceria com a francesa AXA,
são os prioritários da Sul América. Dos R$ 2,7 bilhões em prêmios até maio deste
ano, alta de 2,2%, saúde representou R$ 1,4 bilhão, com cerca de 1,5 milhão de
segurados. Desse valor, o individual, que chegou a representar 80% das vendas,
responde hoje por 25%. Ou seja: R$ 350 milhões.
A Golden
foi salva da falência em 1997, com uma proposta de administração da americana
Cigna, que administrou a companhia por dois anos, colocou milhões de dólares
para saneá-la, mas deixou o Brasil dois anos depois. Desde então, a Golden vem
apostando no mercado e hoje tem 60% dos clientes corporativos e 40% individuais,
com vendas totais de R$ 881 milhões em 2005.[1]
`O setor já
passou por sérios problemas, hoje minimizados pelos acordos feitos com o
governo, quem controla o preço dos planos e seguros individuais, para autorizar
reajustes de preços, o que trouxe de volta a rentabilidade. Tanto que a Medial
está pedindo à Bovespa autorização para abrir capital. Se não fosse um segmento
rentável, a empresa não investiria para abrir capital ou lançar debêntures`,
disse um consultor.