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São Paulo, Wednesday, 27 de August de 2008



O Risco. A mulher e a Previdência

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Estatísticas recentes do IBGE sobre o comportamento da população brasileira apontam o crescimento constante e irreversível da mulher no cenário profissional, não só como uma participante ativa do mercado de trabalho, mas, principalmente, como a responsável pelo sustento da família.

É um dado importante e que também já foi percebido pelas mais diversas empresas públicas e privadas, que começam a desenhar produtos feitos sob medida para ela, em função de seu potencial econômico. 

Entre esses, com certeza, os planos de previdência complementar, os planos de saúde privados e os seguros têm um espaço fantástico para crescerem. Nem poderia ser diferente, diante de algumas características fundamentais que diferenciam a mulher do homem e a fazem muito mais previdente, muito mais cuidadosa e muito mais preocupada com o futuro e o bem estar seu e dos seus. 

Ser mãe, gerar dentro de si uma nova vida, traz também a preocupação com o futuro dessa nova vida e com a necessidade de alimentá-la, de criá-la da melhor forma possível, de dar-lhe condições mínimas para crescer, evoluir e prosperar dentro da sociedade em que está inserida. 

Sob essa ótica, nenhum outro produto se equipara aos planos de previdência complementar, aos planos de saúde privados e aos mais diversos tipos de seguros, desde os seguros de vida, até os seguros patrimoniais. Esses produtos são conceitualmente desenvolvidos para dar segurança ao ser humano em sua jornada sobre a terra. Cada um deles, dentro de seu universo próprio, cobre situações de risco, minimizando a exposição do protegido a um evento que lhe cause danos físicos ou patrimoniais. 

Na medida que a mulher é indubitavelmente mais preocupada com segurança do que o homem, e na medida que é também mais econômica, esses produtos adquirem uma importância capital no seu universo de satisfação pessoal, e por isso as seguradoras, as operadoras de previdência complementar e de saúde privada estão desenvolvendo produtos desenhados para o sexo feminino, que tem aderido a eles muito mais rapidamente do que os homens o fizeram. 

Algumas operadoras de previdência complementar já têm mais de 40% de seus clientes composto por mulheres e a tendência é esse patamar continuar subindo.

Por outro lado, mesmo quando o produto é comprado pelo homem, a interferência da mulher pode ser cada vez mais notada, pela mudança de hábitos tipicamente masculinos para situações onde o toque feminino é inequívoco. Enquanto o sustento do lar era exclusividade dele, a decisão final era sua, mas, na medida que o trabalho da mulher representa cada vez mais uma parcela importante da renda familiar, ela não admite não participar das decisões que envolvam a família e, principalmente, seu bem estar e seu futuro.

Por conta disso, produtos como seguro educação, seguro de vida, planos de saúde privados e planos de previdência complementar passaram a fazer parte dos investimentos normais de um homem com família, adquirindo um peso tão importante quanto o seguro do carro, ou o plano para comprar a casa própria. 

E é ótimo que isso esteja acontecendo. Em primeiro lugar, uma sociedade que tem pouca proteção garantida pelo estado fica mais protegida pela iniciativa privada. E, em segundo, a poupança interna indispensável para o financiamento nacional vai sendo constituída mais depressa. 

Ao exigir proteção para si e para sua família a mulher está contribuindo diretamente para o aumento da segurança de toda a população brasileira. Da mesma forma, ao fazer ou exigir um plano de previdência complementar ela está participando diretamente da criação da reserva de dinheiro indispensável para o Brasil não depender mais dos humores do mercado financeiro internacional. 

Mais que isso, através de sua participação profissional na vida da nação, ela está exigindo que seja assim e o homem está vendo que é bom. Se o processo continuar, em pouco tempo estaremos no primeiro mundo. 

Antonio Penteado Mendonça