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Como já era esperado, a Superintendência de
Seguros Privados (Susep) interveio nas empresas do Grupo Santos, que atuam no
setor de seguros. O objetivo é preservar os interesses dos clientes dessas
companhias. Com essa intervenção, através do instrumento da direção fiscal,
ficam bloqueadas as reservas técnicas da Santos Seguradora e da Valor
Capitalização, muito embora a própria direção da Susep esclareça que
nenhuma das duas empresas apresenta problemas de solvência: “segurados,
corretores de seguros e portadores de títulos de capitalização que tiverem
algo a receber, devem dar entrada no processo junto à empresa", revela o
superintendente da autarquia, René Garcia.
Os fiscais designados pela Susep vão acompanhar a rotina da seguradora e da
empresa de capitalização com o intuito de relatar para a direção da
autarquia qualquer fato anormal.
O problema maior, segundo a própria Susep, é que ambas as empresas estavam
praticamente acéfalas, uma vez que tanto a seguradora como a empresa de
capitalização tem apenas um diretor habilitado a assinar. Os demais
executivos, que eram do banco e acumulavam funções nessas empresas, estão
inabilitados por decisão do Banco Central, desde a intervenção no Banco
Santos. Pela legislação em vigor, qualquer decisão tomada por empresas de
seguros ou de capitalização precisa da assinatura de pelo menos dois
diretores.
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